Toda vez que pregamos um texto da Escritura, somos responsáveis por ele, temos de ler explicar com exatidão ao nosso povo o que o texto significa e como se aplica à vida deles. Mas ainda temos outra tarefa, pois temos de pegar este texto e colocá-lo dentro da história mais ampla da Escritura.

 

Uma das razões porque encorajo pastores a pregarem livros inteiros da Bíblia é que esta prática nos forçará a pregar textos que, de outro modo, jamais pregaríamos.

Se você considerar apenas as ênfases do Pentateuco, pregará as histórias famosas, mas provavelmente deixará de lado o que as Escrituras têm a dizer por meio da maior parte de Levítico. Capítulo após capítulo a respeito de normas sobre os sacrifícios, ofertas, purificações, lavagens e coisas semelhantes não parecem, a princípio, produzir sermões bons e estimulantes. No entanto, tudo que diz respeito à pureza no sacrifício é uma parte crucial da história cristã, pois apontava para o sacrifício final daquele que foi perfeitamente obediente, que derramou seu sangue para que pudéssemos ser perdoados de uma vez por todas. Jesus pagou tudo. Seu sangue nos torna limpos.

 

Essa é a razão porque o livro de Levítico é importante e precisamos pregá-lo, ainda que não seja cheio de histórias dramáticas.

 

O nosso povo sente a seriedade e a gravidade do pecado que exigia normas e rituais detalhados? Sentem o alívio e a exultação de não terem de preocupar-se com o estarem ritualmente impuros? Pelo poder do evangelho, não há ninguém que precise ser impuro e injusto aos olhos de Deus, pois os pecados foram lavados de uma vez por todas no sangue do Cordeiro.

 

Todos os textos da Bíblia - e não somente aqueles que conhecemos bem – proclamam o Senhor Jesus Cristo!

 

Albert Mohler – extraído do livro “Deus não está em silêncio” – Ed. Fiel – pp 107-108